segunda-feira, 16 de novembro de 2009

CHAKRAS E A EXPANSÃO DE CONSCIÊNCIA

Excertos do livro em edição “Os chakras e o Processo de Individuação” de Marizilda Lopes



Durante a trajetória de vida o indivíduo constrói seu desenvolvimento através de percepções e estímulos. A depender de suas interpretações organiza-se para sobreviver em um meio ambiente exigente, que o força a agir e corresponder de maneira fragmentada, exclusivista e parcial. Por conta disto, ele deixa desde a infância, de utilizar a mente que contempla; tolhido de sua sensibilidade perde a atenção abrangente, fluídica e sensível negando quase sempre seus sentimentos, sensações e intuições. Desta feita, a criatividade natural que ele possui deixa de se manifestar modelando-o para viver numa sociedade de consumo, onde o “espetáculo da ilusão” é a referência. Obviamente, este homem assume a posição de um guerreiro que luta desesperadamente para vencer as doenças do corpo e da psique, tão nitidamente marcadas pela inconsciência de seus atos.

Pensando numa forma de contribuir e ampliar a reflexão à cerca das aplicações práticas de um instrumento de sensibilização e despertar de consciência, apresentamos um estudo sobre os chakras e a relação com estados de consciência. Sabe-se que o conhecimento dos chakras é transmitido há séculos, porém ainda há muito que aprender a respeito deste assunto, que alude à direta relação com certos níveis de consciência. Fundamentado pela Psicologia de Jung e atrelado a outros conhecimentos específicos de uma prática consciente realizada desde 1992 em Oficinas de Criatividade, constatou-se que existe uma inseparável ligação absolutamente vinculada às imagens e funções características, distribuídas através de cada chakra. Segundo escritos Védicos e mesmo Jung, cada um destes centros de energia se abre a partir das profundezas do inconsciente coletivo e ascendem pelos níveis do inconsciente pessoal e da consciência do ego.

O planeta Terra vive um momento de imensas transformações, está se adaptando a outra realidade, que clama uma nova consciência das pessoas. Falamos tanto em planeta sustentável, mas ao que se refere isto? Será que somente às iniciativas ambientais evocadas pelos debates e discussões acaloradas na defesa da vida no planeta são capazes de mudar alguma coisa? É óbvio que estas discussões são importantes, que repensar a forma como vivemos e como os recursos oferecidos pela natureza são utilizados, fazem parte da conscientização ambiental. Contudo, para a ação determinada de mudanças se tornarem realidade é necessário que o ser humano aprenda como expandir a sua própria consciência para tornar seus atos o reflexo exteriorizado de seu equilíbrio, cultura e inteligência.

Sustentabilidade planetária é a necessidade de construir uma nova organização social que sustente de alguma forma a sobrevivência humana. Entretanto, o cerne da questão está principalmente na conquista da hegemonia da espécie humana somente possível a partir do resgate da consciência do Ser para que o indivíduo se torne “um fazedor criativo” que opera como instrumento de transformação. “Ao ser humano foi dada a capacidade de realizar o serviço qualificado como aspiração altruísta de servir, amar e pensar para revelar autodomínio, autogoverno, discernimento, autodeterminação, fundamentando-se num propósito maior sobre a Terra. É isto que importa, é trazer de volta a consciência do SER para que se torne a manifestação consciente daquilo que ele é. O homem investido de vontade sabe o que quer, pois é a retratação do impulso da consciência, governado pelo propósito, conhecimento e uso de meios deliberadamente escolhidos” . Tal homem é o autor e diretor de seu próprio destino e cria possibilidades para uma nova vida, a partir do momento que olha para dentro de si, ilumina as sombras da inconsciência e irmana-se aos outros de sua espécie para então, viver um mundo de paz e equilíbrio. É um processo de regeneração contínuo, um nascer e morrer tal qual a semente que morre para dar espaço a uma nova vida.

O equilíbrio planetário se faz na justa medida desta expansão de consciência e isto está intrinsecamente relacionado ao equilíbrio dos centros de energia (chakras) no ser humano. É importante saber que um estudo aprofundado sobre os corpos sutis do homem revelam muitas possibilidades. Sem aprofundar demais o tema em questão, neste texto, os chakras são órgãos do corpo etérico e mantêm a vida no corpo físico. De acordo com os Vedas, eles são vórtices energéticos, com funções particularizadas e movimentam tanto energia prânica, quanto energia de estados progressivos de consciência. Cada chakra está relacionado a um grau de consciência e uma área no corpo físico. São sete os principais mais conhecidos e situam-se na linha central do corpo e estão vinculados ao sistema neuro-endócrino. Quanto mais equilibrados, maior vitalidade e energia a favorecer a força de expressão daquilo que a pessoa é em sua essência.

De certa maneira os chakras inferiores representam a potência da matéria humana e em ressonância com a consciência-luz, os chakras superiores alinham-se ao céu cósmico, abrindo o canal de passagem para estreitar os vínculos entre o homem e o Self. Conforme o estudo védico é através deles que a energia psíquica ou kundalini, flui constantemente. Jung considera que são "uma espécie de graduação de consciência que vai desde a região do períneo até o topo da cabeça"... "Os chakras, diz ele, são centros da consciência e Kundalini, a Serpente Ígnea, que dorme na base da coluna vertebral, é uma corrente emocional que une de baixo para cima e também de cima para baixo".

Além destes sete centros principais, é importante saber que existem mais dois chakras localizados nas laterais da cintura, que podem ser chamados de chakras de transição e se referem ao suporte necessário na elevação de energia kundalínica dos plexos inferiores aos superiores. Estes chakras manifestam-se nos momentos de transição planetária e oferecem ao homem terreno a possibilidade de vencer a si mesmo e penetrar nas freqüências ideais para alcançar planos superiores de consciência. São estes plexos laterais que dão suporte à transmutação do chamado karma humano, durante o processo de purificação. Pode-se entender que, quando os chakras inferiores entram em ação na transmutação e transformação da consciência, estes plexos laterais realizam a consumação da vida e da morte em que o portal do renascimento toca a consciência tal qual, o processo de individuação . É através deles que a reestruturação do ser acontece fortalecendo o eixo ego-self.

A unidade de consciência através do equilíbrio dos opostos

Os dois chakras de transição simbolizam, respectivamente, a força e a forma da manifestação da consciência. Para alcançar o equilíbrio entre estes opostos é recomendável caminhar em beleza, ou seja, pela simplicidade, enquanto acontece a transição do espírito e da alma. Para tanto, neste momento planetário tão especial, se faz necessário aprimorar a simpatia tornando possível ao poder da vontade, ser maior que o poder do desejo. Pode-se assim definir este processo como sublimação dos desejos do ego. Sublimação esta, aqui relacionada, como o instinto de autopreservação.

Manter o equilíbrio destes chakras que trabalham em conjunto é de fundamental importância, pois a raça humana está em busca da supremacia de sua espécie, para tal é necessário aprender a trabalhar e equilibrar estas duas forças, a razão e a emoção. Enquanto um fluidifica o movimento da energia, o outro utiliza a imaginação para dar forma ao pensamento e plasmar a matéria humana. Pode-se então dizer que a matéria humana e todas as suas manifestações são interpenetradas pela energia masculina e feminina que buscam unir-se em contemplação. Desta forma, estes dois plexos interagem entre si como o próprio Yin e o Yang. Cada um destes aspectos possui em si mesmo um ponto de mutação onde o outro se manifesta.

Vivemos assim, a era do sacrifício, no sentido do sacro-ofício em que a entrega de nosso ser é o compromisso básico para a transmutação dos paradigmas que prendem o humano à dor e ao sofrimento. Portanto, podemos associar representações entre a manifestação na interação sutil da força vital entre dois aspectos: o fluxo e o refluxo, a ação e a reação, o dia e a noite, a sombra e a luz, o homem e a mulher, o poder e a beleza e todas as manifestações polares e dialéticas que tem como única função a unidade de consciência.

Agora mais do nunca, é preciso incentivar uma convivência social inteligente, comprometida e civilizada entre todos os seres humanos. Este é o momento de ampliar as possibilidades, favorecer a mente aberta com visão direcionada às iniciativas que promovam a redução, reutilização e a reciclagem. De mãos e braços unidos esta ação será vencida em breve tempo, pois a grande mudança deve começar pelos nossos hábitos pessoais. Somente assim, criaremos a possibilidade de um planeta vivo, na qual as crianças do futuro possam habitar com segurança e dignidade.

Por Marizilda Lopes - Extrema - MG /Nov/2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

SINTONIA


Impressões cósmicas

 
Muito tempo se passou desde que o homem iniciou sua trajetória terrestre. Em sua jornada trilhou caminhos ora em queda, ora em força e na diversidade experimentou vivências que o ajudaram a ser o que é. Quantas sensações, quantos sentimentos vibram nele, quantas impressões pulsam em seu âmago, quantos atalhos já trilhados pela jornada da alma. Atalhos que também oportunizam construir o verdadeiro sentido da vida. Quase sempre são nestas veredas que se constroem grandes aprendizados. Cada indivíduo é responsável pela sua trajetória e pela vivência escolhida.

Desde o primeiro instante, a humanidade criou a sua própria história, freqüentemente, associada a muito sofrimento. Partindo do pressuposto de que todos os acontecimentos têm sua razão é importante distinguir a diferença entre dor e sofrimento. A dor tanto física quanto emocional tem causa real e pode ser curada de alguma forma, basta apenas tomar consciência e recorrer à cura. O sofrimento não passa de ilusão, é um vício enraizado no martírio da inconsciência. O sofrer é fomentado pelo peso da culpa, que a princípio é uma fantasia, sendo legitimada a partir de uma infração. Por ser um processo tipicamente humano, a culpa é quase sempre alimentada pela cultura de raça e a crença de que sofrer engrandece o espírito ou de que o ser humano vem ao mundo para sofrer.

Mas, será que este espírito somente se eleva pelos processos de sofrimento? Não, o espírito é o caminhante silencioso que habita o âmago de cada ser vivente a espera das vibrações de amor e por ressonância insufla na matéria viva, a força de coesão máxima da consciência de Deus. Eleva-se o espírito, sempre que a alegria se fizer presente, em todas às vezes que os sentimentos se expandirem em direção às vibrações superiores e principalmente, quando o indivíduo se torna cônscio de que em suas mãos estão depositadas as infinitas possibilidades do Universo. É no alvorecer da consciência que o pássaro da luz derrama suas bênçãos para ungir os filhos da Terra, partícipes do maior sonho do Criador - a realização da vida em toda a sua excelência e magnitude.

Muitas são as pessoas que esperam a transformação planetária, contudo alguns espreitam o ribombar dos trovões, junto às tempestades que a tudo devastam numa tentativa de cobrar as atitudes insanas daqueles que usurpam o poder e denigre a imagem de um planeta luz. Este modo de pensar e encarar as coisas faz parte de um mundo ilusório que já viveu as suas dores, que já sucumbiu às forças trevosas que ainda inundam as mentes daqueles que acreditam nisso. As profecias comentam a destruição do mundo, prevendo que o homem fará sua própria destruição. Contudo, a vida sempre se renova, pois há entre aqueles que esperam a destruição, os sonhadores, os amantes da Terra Mãe - os portadores do archote da luz que em sua sabedoria constroem os arquétipos que modelam a nova vida, tal qual, as pequeninas folhas verdejantes que brotam do solo quente após a queimada.

A humanidade vive um tempo de muitas alegorias e estereotipias, e por isto mesmo é preciso tomar ciência de que a realidade humana é prescrita por nuances distintas, nas quais, fazem parte as simbolizações ideológicas, as fantasias e quase sempre são mobilizadas pelos pensamentos conturbados e negativos. A premência do momento está em discernir que aquele que se torna dono de seus pensamentos se tornará senhor de seus atos desbravando a escuridão da alma, enquanto alavanca a conquista de si mesmo. O pensamento é a força que tudo move e cria, pois possibilita a manifestação de todas as coisas úteis e palpáveis. Cabe ao homem criar as infinitas possibilidades a partir de sua própria escolha, pois é a sintonia do pensar que atrai vibração semelhante e que tomará forma rapidamente na matéria. Se há uma luta interior, então, se projetará uma guerra a ser travada no mundo exterior entre batalhões, do bem e do mal, que só marcam presença na mente formatada pela dualidade. É importante lembrar que a dualidade é apenas uma das etapas a serem vencidas, rumo à evolução da consciência humana.

Como ser vivente, o homem, não pode esquecer que foi engendrado no seio do Criador, e por isto mesmo têm as mesmas características, na qual a liberdade se revela não somente nos sonhos ou desejos, mas principalmente na paz interior que deve se tornar a meta mais importante de vida. É sábio crer que a maior razão de vida está nele mesmo, que arremessar o pensamento em direção aos desejos mais íntimos, perceber, sentir e aceitar a divindade que existe nele próprio, é contribuir para a transformação do mundo. O mundo só se transforma quando o homem transforma a si mesmo. Nada está fora que já não esteja dentro de cada ser humano. Ter a convicção da existência da felicidade é ajustar os elos dos pensamentos, das sensações, dos sentimentos, da intuição pura para que cada ação seja a sintonia perfeita entre corpo, mente e espírito. A multidiciplinaridade se faz na sintonia do sentir e do interagir no acoplamento entre estas partes; isto só é possível pelas vias do corpo. Esta união especial considera o resgate da harmonia na unidade da consciência humana. Se cada pessoa tomar ciência desta possibilidade, que dentro dela está a fonte da maior revelação, então é possível vencer o medo e tornar-se dona de si mesma, fazendo conscientemente a escolha necessária para a libertação a tanto anunciada. A vida é feita de escolhas, então é preciso ser sábio e saber escolher, lembrando que toda e qualquer opção tem seu preço e que este virá na exata medida da possibilidade de cada um.

A revelação também prenuncia a prática constante de que, ao invés de focalizar o olhar aos problemas alheios, é necessário dar prioridade e atenção integral à própria vida e seus afazeres. Não se antecipar, esperar o chamado, pois quase sempre a antecipação cria vínculos de contraste ilusório e desgastante. Desta forma, o homem desvendará dentro de si mesmo a força necessária para a superação dos conflitos e evitará a ruminância queixosa que só serve para atrapalhar e impedir a conquista dos sonhos. Assim, ele, trabalhando a seu favor, tornará seu tempo preenchido por atividades que engrandecem o espírito e elevam a consciência. Haverá então, a separação do joio e do trigo que é a desmistificação entre o profano e o sagrado, isto é, a finalização do sofrimento humano. A grande maioria sofre porque as energias psíquicas de suas atividades mentais estão misturadas em problemas que não lhes pertencem.

O ser humano ainda tem pouca compreensão da infinitude do Universo, e dos processos ao qual está envolvido. Todavia, ele não está sozinho um instante sequer, se caminhar em direção a justiça, a igualdade e aos estados conscientes de bem-aventurança. A forma mais simples de sentir a presença é sintonizar a infinita misericórdia divina, é mobilizar a fé numa simples oração, uma única palavra ou na entrega da pureza de cada ato consciente; o que vale é a intenção. Deste modo, é o tempo de aprimorar o sorriso, tal qual a criança que brinca despretensiosa a correr pelos campos floridos em busca da magia que encanta e faz brilhar os olhos. Em sua pureza os infantes deixam-se contagiar pelas multicoloridas borboletas que inundam a primavera. É o tempo de fazer amor movido pelo encantamento do sonho e nesta vibração engendrar no ventre materno, as sementes de luz que fecundarão a terra, para finalmente proliferar uma raça sapiente, de homens e mulheres companheiros que focalizam não mais que a defesa da felicidade e a infinita misericórdia que altera a rota dos acontecimentos ainda marcados pela dor. Por isto, é preciso sintonizar os bons pensamentos e a pureza dos corações, pois somente assim haverá um céu de arco-íris e uma vida melhor para se viver. Então, virá o dia da oportunidade em que o homem se verá como o representante divino, fiel depositário das relíquias da Criação.

Esta é a forma mais contundente de agradecer o privilegio da encarnação que é amparada pelos anjos da luz e do amor. E, no divino manto da Grande Mãe, o homem, filho da luz, desceu suavemente a Terra para erguer-se deslumbrante como a força primeira que é somente digna de uma Hierarquia Solar. Eis que os Filhos do Sol caminham por sobre a terra fecunda, e a cada despertar semeiam a esperança de um porvir iluminado pela luz do alvorecer, em que os respingos de orvalho cintilam como gotas cristalinas, diante dos quais a “eternidade” se engrandece.

Por Marizilda Lopes















terça-feira, 27 de outubro de 2009

LUZ DA ALMA

Impressões Cósmicas

Luz da alma, brota incandescente do âmago de todos os seres.
Força irradiante que palpita e balbucia um grito sufocado de liberdade, um grito de paz.
Sejamos conscientes da suavidade que habita a mente, o corpo e a alma. Os humanos são seres pacíficos por excelência, mas como crianças perdidas na escuridão da inconsciência, esqueceram-se disso. Recordemos, o instante da descida dos anjos ao coração “mater” do mundo terreno. O manto azulado declinou na escura noite e fez-se o dia. A luz fulgurante tudo abarcou, tal qual, o clarão do Sol. O som das esferas ecoou e a doce melodia, num encantamento gerou Gaia, a deusa mãe. O Éden manifestou-se como matéria-luz, na consciência daqueles que primeiro ousaram tocar as moléculas da fisicalidade. Nisto está encerrada a força incomensurável da vida e da morte.
Afirmemos a cada instante de vida, “Eu Sou um ser vivente, consciente da divindade que habita em mim e dela manifesto a vida em plenitude, até que esteja cumprida a evolução de todos os mundos”. Quebremos o encantamento, para sair da ilusão e manifestar vida em nossos pensamentos, para que esta se manifeste em plenitude no plano físico. A vida é energia vibrante de espírito manifesto, é hora de acordar a célula-luz e expulsar do corpo as toxinas, da mesma forma que o planeta em seus movimentos, elimina as negatividades.
O campo magnético terrestre está preparado para penetrar em oitavas superiores de energia, o impulso gerador da deusa, a grande mãe, o tornará alinhado ao sistema central de sua própria origem e fonte. Estejamos prontos para vislumbrar o que sempre sonhamos, pois do Sol virá a grande manifestação.
Busquemos a purificação corporal para elevar as freqüências vibratórias dos átomos de carbono a níveis superiores de luz. Esta é a única forma de suportar a intensidade na radiância que se manifesta sobre o planeta. O corpo físico necessita abrir espaço para que o espírito acorde e relembre a sua supremacia como espécie divina. Espírito é alento, é a respiração que mantém vivo o corpo, deste modo aquietemos o ritmo acelerado da fluência respiratória, para encontrar o tom a qual o corpo original vibra e pulsa. A cada simples ato de respirar vocês permitem que o espírito penetre para despertar a parte dele mesmo, latente no campo orgânico, e que dorme desde o início dos tempos, quando nós escolhemos penetrar na lei de causa e efeito. O chamado é claro, este momento é único, na freqüência alcançada pelo planeta e na efetivação da manifestação solar, uma abertura será possível na mente humana. É como uma porta de passagem que dá a todos os indivíduos humanos um breve êxtase para vislumbrar a face criadora. Cada um vivenciará na medida de sua consciência e compreensão. É neste ponto que todas as religiões, ciências e filosofias fundem-se na arte original onde tudo simplesmente é.
Para alcançar este estado de êxtase, em níveis mais conscientes é necessário voltar atenção total ao corpo orgânico e purificá-lo. É preciso tornar o movimento das articulações flexíveis, porque nestas estão os maiores bloqueios. Quando uma articulação está rígida e presa, quase sempre é sinal de obstrução da consciência física, fabricada pela rigidez dos valores internos, preconceitos e “tabus”, que devem ser trabalhados e transmutados. Há apegos aprisionando o intelecto, e a dor é o primeiro grito pedindo a desobstrução da energia. É necessário observar o corpo e identificar os bloqueios; onde há dor, dificuldade de movimentos, tensões acumuladas, alergias respiratórias e de pele, mal-estares perturbadores, reações a certos alimentos, saúde mental abalada é o momento de ouvir o chamado interno. Esta é a fala do corpo que induz o indivíduo a parar, perceber o que necessita ser transformado. Esta é a linguagem mais inteligente do universo, é a querência do espírito clamando liberdade. Todos sem exceção escutam esta fala, a voz da alma que grita pedindo passagem.
O indivíduo humano tem a mestria mental, cria no pensamento e manifesta tudo o que deseja, destarte, neste poder, esqueceu-se de interpretar o verdadeiro sentido da palavra. Metaforicamente, a mente pode ser a mentira, porque “mente” o tempo todo; engana, é fábrica de ilusões, de dores, de sofrimentos, de maldade, destruição e poucas vezes de beleza, bondade e harmonia. Ainda são poucos os indivíduos que usam integralmente sua capacidade mental para construir, haja vista que esta humanidade ainda é movida pelos impulsos do inconsciente coletivo, que está repleto de programas gerados pelo medo, alienação e domínio. É tempo de mudar o paradigma ousando construir o “consciente coletivo” onde a chave principal é edificação, paz e fraternidade entre todos os filhos da terra e do universo.
A divindade habita o campo físico além dos meandros da consciência na profundidade do ser. Ela é o amor dos universos e a alegria que permeia e interpenetra todas as coisas animadas e inanimadas. O espírito pede passagem, para cumprir a tarefa de aprimoramento no campo físico que elevado às freqüências exponenciais, do protótipo arquetipico, se manifestará em cada um dos seres humanos. Para adentrar neste protótipo, o caminho é único e começa no plano mental, precisamente no pensamento, conjuntamente ao sentimento de harmonia. Quando se consegue transmutar a memória celular, os paradigmas ancestrais de tudo que está ligado ao mal e ao negativismo, todos se transfiguram e o caminho se torna suave. É do direito de cada um assim viver, este é o plano, é a obra em sua excelência. Esta é a alquimia, a grande transformação, assim como uma parte do povo Maia foi capaz de experimentar a quebra do encantamento, vocês também podem. “Quando um ser humano realizar esta tarefa induzirá todos os outros a repetirem o fato”.
Então, é tempo de dançar, pular, caminhar, cantar e brincar como crianças despretensiosas vivendo a liberdade. Podemos reativar os hormônios, acionando a maior chave de felicidade que o homem possui dentro dele. Todos a conhecem como “endorfinas”, o hormônio do prazer, do êxtase e da harmonia constante. Esta substância faz vibrar o corpo, é secretada para navegar na corrente sangüínea sempre que o movimento acontece, que as lembranças felizes pululam nos pensamentos, que a alegria brilha no coração. Ela é a chave do prazer, da auto-estima, da cura para todas as doenças e disfunções. Pode mudar o ritmo biológico na medida em que, inicia a trajetória corporal e inunda as células. É responsável pelo estado de iluminação mais alto alcançado pelos iluminados que já passaram sobre a Terra. É a porta de passagem para elevar a freqüência do campo humano a dimensões superiores de consciência. É o segredo revelado dos alquimistas que abrem portais e nestes manifestam a libertação da “alma-luz”.
Eis a explicação para o espírito manifesto na matéria física, também conhecida como humanização e individuação, tão cultuada entre a sabedoria dos antigos povos e culturas. Sempre e quando um indivíduo humano acionar o querer ser feliz, ele determinará sua trajetória para a liberdade, ele mudará o mundo e terá alcançado a maior evolução possível para a sua própria humanidade. É exatamente neste ponto que a vontade dele torna possível, a conspiração do universo, totalmente a seu favor.

Então, ouse e manifeste.

Por orientação


Marizilda Lopes

domingo, 23 de agosto de 2009

SIMPLESMENTE VÍNCULOS





Hoje, estou aqui à espera de um sonho...
Um sonho que delineie o encantamento da vida tal qual a escola de minha infância...
Um sonho que projete o estreitamento vincular da alma, na esperança de evocar o poder do Self e estabelecer a ligadura entre a mente, o corpo, o espírito e o mundo exterior, no jogo dialético das forças que movem meu ser.

Ah!... que saudades eu tenho, das aulas dos meus primeiros anos...
Escola sem paredes, sem portas ou janelas, apenas e tão somente um gramado florido onde a professorinha cantava suavemente a cartilha do B-a-bá. Às sombras das árvores, meus olhos brilhavam e as crianças ao redor entoavam com ressonância cada letra, cada fala, cada conto que aumenta um ponto...
Era um tempo dos sentidos, dos sentimentos, dos movimentos, dos saberes expressados em diferentes formas de pintura, colagens, escritas, sons e até de silêncio...
Sinto falta de ver e sentir a instituição educacional que volte a ser escola, cuja meta priorize o ser que está presente, o ser gente, muito vivo, atuante, que anseia pelos vínculos de um corpo que fala, que expressa o que vai por dentro, no âmago do ser. Este ser que se anima pelo vínculo na pura relação, interação, indicação de caminhos em tantos processos e descobertas.

Tenho hoje interrogações, muito mais do que certezas...
Esta estrutura “marketinizada” da escola atual está vazia de calor, não estabelece mais a possibilidade de parceria, do vínculo sagrado entre professor e seus alunos; tornou-se fábrica de estudantes interessada no capitalismo selvagem. Aos poucos se perde a magia de ensinar e aprender, conversar e escutar, refletir e ponderar. Em breve tempo, se assim continuar, não iremos mais costurar a colcha de retalhos do saber e deixaremos de ser os artesãos do conhecimento. Que espécie de vínculo está se construindo? Normal ou patológico?

A escola é um espaço onde somos, todos, ensinantes e aprendentes, papéis sociais que se baseiam nas relações de objeto. Pichon-Rivière diria que assim se manifesta a estrutura vincular; são estas relações de objeto nas quais estão incluídos um sujeito e um objeto, onde se estabelece uma relação particular entre eles. Faz-me lembrar também Chauí que inteligentemente diz:



“... a consciência psicológica ou o Eu é formada por nossas vivências, isto é, pela maneira como sentimos e compreendemos o que se passa em nosso mundo que nos rodeia, assim como o que se passa em nosso interior”.



Creio que ambos falam línguas parecidas!... E o que importa aqui é entender, se este distanciamento, marcado pelos interesses mercantis, não conduzirá a formatação de vínculos esquizofrênicos em que a cisão de mundo possibilita o afastamento da realidade.

Tenho pensado muito sobre o aprender e a cada dia que passa vislumbro um universo distorcido, no qual as ações educacionais se apartam cada vez mais da intenção de restabelecer vínculos positivos e saudáveis entre as pessoas que buscam o conhecimento. Muito discurso pouca ação!... Ainda é forte a dependência da manipulação, do poder nas mãos de quem ensina, são forças coercitivas camufladas em suaves palavras que impõem regras e distorcem a autonomia de quem aprende. Provações vinculares patológicas estabelecidas a partir de uma coesão grupal engendrada na escola conservadora da alienação mental?

Utilizando a terminologia de Pichon-Rivière pergunto:
Afinal qual é a tarefa deste grande grupo de educadores espalhados por tantas escolas/universidades brasileiras? Não será propiciar as condições necessárias em que dirigentes, alunos e professores experimentem o sabor de assumir-se em suas relações como seres sociais e históricos? Que tomem consciência de que todos são um grupo operativo e que há um instrumento de trabalho, um método de investigação que conduz de forma explícita a uma tarefa importante, o aprendizado? Há necessidade de nos darmos conta, de que somos todos seres pensantes, comunicantes, criadores, realizadores de sonhos, capazes de ter raiva, de reivindicar e opinar pelos contrários porque simplesmente, somos capazes de amar. Isto se deve principalmente porque somos transformadores de vida e como sujeitos, podemos também nos reconhecer como objetos de construção.
É preciso compreender que a verticalidade e a horizontalidade se conjugam num único papel, considerar a história pessoal que precisa ser unida a história social do grupo ao qual o sujeito se afilia, seja isto na escola fundamental, na universidade ou qualquer outra.

Hoje, estou aqui, à espera de um sonho...
Em que possa ouvir e falar das disciplinas comuns a cada curso como a poesia do saber, descobrir de modo lúdico e prático as incógnitas, as teorias, confrontar as dúvidas. Explorar o pensamento dialético, os sentidos, descobrir o que move realmente a vida, experimentar os sabores das teorias. Provar tudo e um pouco mais, pois tenho sede e fome de saber; quero ver manifestar a escola que volta os olhos para a sabedoria do passado e analisa o que já se viveu, na tentativa de relembrar a intensidade das emoções que todos, enquanto alunos, experimentam no decorrer do tempo. São as marcas das vivências e dos vínculos pessoais que nos enriquecem em nossa formação e constituição do que somos, nossa imagem, auto-estima, nossos valores morais e éticos, no corpo e na alma.
Sentir a identificação com o outro, afetividade, amizade, cada um se reconhecer como parte de um espaço comum no grupo. Viver o respeito, a reciprocidade, os enfrentamentos, os conflitos, entender as diferenças de uma sociedade em constante transformação, que é dinâmica e rica em contrastes e contrários. A força dialética que tudo move e movimenta.

E, hoje estou aqui, à espera de um sonho... de ver a escola conservadora transformar-se em escola crítica produzindo seres cujo desenvolvimento teórico e prático seja como diz Paulo Freire uma “educação como prática de liberdade”. Se, utopia ou realidade é assim que vivo, muito mais que um sonho assim penso, almejo e me reservo no direito de experimentar o doce sabor deste vínculo amigo tão bem expresso nas palavras abaixo:

"A nossa existência é tão passageira como as nuvens do Outono. Assistir ao nascimento e morte dos seres é como observar os movimentos duma dança. Uma vida é como o relâmpago no céu, corre como a água que jorra de íngreme montanha! Paramos por algum tempo para nos encontrarmos uns aos outros, para nos amarmos, para partilharmos. Este momento é precioso, mas passageiro. Constitui um pequeno parêntesis na eternidade. Se o partilharmos com carinho, alegria e amor, criaremos abundância e felicidade uns aos outros. E, assim, este momento terá valido a pena". (D. Chopra)

Marizilda Lopes                 

Para saber mais:Chopra, D. A Cura Quântica. São Paulo: Best Seller, 2004.
Chauí, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000.
Freire, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
Pichon-Rivière, E. Teoria do Vínculo. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

UM NOVO OLHAR PARA A CAIXA DE PANDORA


Num dado momento antes de tudo, a Deusa ergueu-se da escuridão e nasceu dela própria... E qual uma flor desabrochou, espargiu seus perfumes e como gotas de orvalho inundou o infinito. E assim, com seu complemento divino, a vida aconteceu...


Conta uma antiga historia que um dia uma bela mulher de formosura intensa, chamada Pandora (a que possui todos os dons) abriu uma caixa e libertou os males do mundo. A lenda também revela que ao fechar a caixa, Pandora deixou dentro dela o maior dom de todos, a esperança.

Ora, se Pandora, como próprio nome diz, é dotada de todos os dons, e deixa na caixa, a esperança, o que podemos deduzir?

A caixa é um símbolo feminino, e a depender da imaginação, além de possuir todos os dons também pode conter o que é temível e tenebroso. Sendo assim, a caixa protege, mas, também sufoca. É a representação do inconsciente e sempre contém um segredo: pode encerrar e separar do mundo aquilo que é precioso. Então, deve-se abrir ou não a caixa?

O mundo nos leva a acreditar que é preferível não abrir a caixa como o fez Pandora, assim pode-se evitar as mazelas perturbadoras da razão. Porém é exatamente nesta mesma caixa de Pandora, bem lá no fundo, que a esperança permanece; pois aqui está o inconsciente com todas as suas possibilidades inesperadas, às vezes excessivas, negativas ou positivas.

Será que deixar estas forças entregues a si mesmas, evitando abrir a caixa, não seria negar a possibilidade da manifestação do ato criativo, que traz luz à consciência humana? Não seria exatamente por negar a abertura da caixa que a humanidade se perde em si mesma?

E, eis que à mulher foi dado o dom da vida, e portadora da esperança ergue a tampa da caixa para desvendar o poder do oculto entre o sagrado e o profano. E, assim nessa descoberta, o mito nos revela uma verdade distante: o conhecimento está dentro de cada um de nós, e em contato com as profundezas de nosso ser caminha-se para a evolução pessoal, para a individuação, ou seja, ao encontro de Si mesmo. Somente assim, se muda o mundo, a partir de nós mesmos e o Mito de Pandora ajuda-nos a pensar que podemos através da imaginação criar infinitas possibilidades. Apesar de o mito revelar o caos imperante numa caixa de monstros e fantasmas, a semideusa, com todos os seus dons, e talvez o melhor deles, a curiosidade, nos ajuda a perceber que a esperança presa no fundo da caixa, pode guiar a imaginação e dar forma ao desconhecido. Ora, isto é função da arte e como tal, tem como parceira a criatividade que nos devolve o poder da escolha e que põe limite à forma. Eis a beleza da vida.

Pois, então - Ouse e Manifeste: abra a caixa de seu interior e veja qual é a esperança da salvação da vida, do mundo e quiçá do planeta Terra. Certamente, encontrará que a única razão para viver é porque voce é banhado pelo Sol todas as manhãs, iluminado pela Lua ao anoitecer, envolvido pelas árvores do grande jardim, ungido pelo oceano cósmico do amor divino e bem-querido pela terra.
Descobrirá que muito além das mazelas do mundo, você está aqui para brilhar e sorver a abundância do universo. E assim, após a sua aceitação será o momento de se deliciar, pois você é inteiramente um ser sagrado que está aqui para transcender ao seu aspecto divino.


Marizilda Lopes – Extrema-MG

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

ACEITAÇÃO


Quase sempre em nossas vidas precisamos aprender sobre o poder da aceitação. É certo que às vezes aceitar, não é exatamente o que queremos, porém se as contingências operam para efetivar um aprendizado, então lutar contra, pode levar ao caminho da dor.
Quanto se precisa para ser feliz? Talvez viver o momento conforme ele se apresenta.
Será que não é por aí? É certo que a vida é sapiente e nos dá a oportunidade de maturar o ego humano até que finalmente ele rompa as barreiras do sofrimento; para tal, aceitação pode ser o primeiro passo.
Quando nos curvamos, ousando baixar os olhos para o nosso interior, podemos enxergar quão importante somos diante da vida, do mundo, da sociedade e por que assim somos então, o melhor se manifestará.
Este melhor é sem sombra de dúvidas aquilo que está tão perto, que podemos tocar, e ternamente nos entregarmos ao ritmo natural de todas as coisas. Não cai um fio de cabelo de nossa cabeça, nem ao menos, uma folha de uma árvore que não tenha a sua função. Tudo tem o seu ciclo, seu movimento e sua manifestação mesmo que não se possa compreender como isto se processa. Sendo assim:
A vida é maravilhosa, repleta de possibilidades diante da qual, eu me curvo.
Marizilda Lopes
Extrema-MG 13/08/09 - 01:17h

terça-feira, 30 de junho de 2009

EXPERIMENTAR A VIDA PARA ESCOLHER O MELHOR


O nascimento é uma benção divina que dá à espécie humana a oportunidade de experimentar a vida. Mesmo sem um prontuário ou qualquer tipo de orientação para saber como vão funcionar, os humanos atravessam a trajetória na tentativa de completar a evolução. Ao nascer, muito pouco se sabe e todos precisam de humanos mais experientes para ajudar a entender o mundo ao redor. O impulso maior para estar aqui é que através do corpo vão ao longo do percurso, manifestar vida, consciência e evolução. Podem até gostar ou não, deste corpo, contudo ele é a única ocorrência que certamente os manterá até o fim da experiência de vida. Numa analogia, através do corpo a espécie humana recorda muitas lições. É como estar numa escola, que se pode dizer, é bastante informal. Todos estão inscritos nesta escola, em tempo integral, para aprender o significado de aprimoramento do corpo e da alma, até alcançar o espírito divinizado cujo objetivo é: romper os véus da ilusão.

A experiência da vinda a este planeta é muito farta de experimentos, contendo muitas provas, principalmente aquelas que se referem aos relacionamentos com outros humanos. É nisso que consiste uma das maiores lições: o inter-relacionamento propõe que cada indivíduo é um instrutor que torna possível através da dinâmica da convivência, recordar que no universo não há erros, porque tudo simplesmente é como é. Deve-se, portanto, considerar que muitas vezes, as pessoas são espelhos refletores do psiquismo alheio. Por isso, não se pode amar, nem odiar algo nos outros, a menos que isso se reflita em algo que se ama ou odeia em si mesmo. Destarte, é preciso aceitar que os conflitos que a humanidade vive são o impulso para a mudança profunda de comportamentos que impedem a visão das infinitas possibilidades que o próprio indivíduo humano carrega desde a sua origem. Portanto, os conflitos surgem na justa medida da aprendizagem da consciência que anseia por libertar-se dos laços das sombras da ignorância, típico de um mundo elaborado a partir de ilusões. Com o tempo, percebe-se que a vida é um cenário, um palco onde cada um dramatiza suas dificuldades, conquistas e experiências.

É mágico, viver como humano - a vida pertence a cada um; ela fornece a tela e cada qual faz a sua própria pintura. Isto é uma característica do crescimento como um processo de experimentação. Por isso mesmo, deve-se considerar que os fracassos são também parte do processo de aprendizagem, tanto quanto os êxitos. Existem telas que até certo momento parecem apenas pontos escuros, como borrões, porém são estes pontos que medeiam a beleza das formas humanas que se manifestará em algum momento. O melhor é que as possibilidades se repetem tantas vezes quanto necessário, até que sejam entendidas e aplicadas. Estas são apresentadas em vários formatos, até que se aprenda o real significado de estar aqui. A cada tema assimilado, segue-se adiante, para conhecer outros maiores e mais sofisticados. Mas, há também os momentos difíceis que são criados e fabricados por cada pessoa na justa medida daquilo que será experimentado. É a forma que cada um escolhe para ampliar as capacidades ainda não utilizadas. A criação pressupõe um constante renascer, um ir e vir, para que cada ser possa identificar-se como co-criador em todos os instantes tendo a probabilidade, de usar a criatividade que possuem. Isto implica um caminho único, o do interior.

Assim, é necessário entender e aceitar que os problemas externos são um reflexo preciso do estado interno. Portanto, quando a pessoa clareia os assoreamentos interiores, o mundo ao redor, muda completamente. Por isso, quando surgem dor e sofrimento, é possível alterar a rota dos acontecimentos, depende apenas daquilo que cada um escolhe viver. A dor é o meio pelo qual o corpo e a consciência conseguem a atenção necessária para a mudança. Deste jeito, aos poucos a pedra bruta vai sendo lapidada até surgirem os sábios, que nada mais são do que experimentação, ou seja, a sabedoria decorre da prática. A meta é clara, aprender a valorizar tudo, até mesmo as menores coisas, pois “um pouco de algo é melhor do que muito de nada”.

Pode-se então, dizer que há duas dimensões existindo paralelas e ao mesmo tempo. Uma delas apresenta o cenário da destruição, da violência, das crises globais, das doenças, da fome e da miséria, que carrega como pintura principal a finalização. Enquanto na outra dimensão, a da consciência manifesta-se, a construção, a paz, soluções palpáveis para outro cenário, em que a saúde, a abundância e a prosperidade são a fonte reveladora de vida. Mas, como fazer parte dessa dimensão cujo cenário apresenta um novo mundo? É simples, basta apenas pensar que não existe local melhor do que o AQUI mesmo, neste lugar comum a todos. Deixar de lado aquele desejo ACOLÁ, pois quando ele tornar-se um AQUI, o desejo do ego humano desejará alcançar outro LÁ para desejar, que outra vez parecerá melhor que o AQUI e AGORA. Saber que esta forma de ver e sentir os desejos não passa de mera ilusão, pois a grande constatação, é que todos são aquilo que querem ser e ter. Está mais do que na hora, de focalizar a consciência com intenção dirigida a um mundo na qual tudo se constrói. Deve-se evitar a focalização na destruição para não se tornar agente passivo da manipulação de um sistema caótico.

O único conselho possível é: todos os seres humanos são irradiações divinas, presentes permanentemente, no eterno AGORA. Tudo quanto se pode observar são criações mentais e, aquilo que se denomina tempo e espaço são expressões criadas pela ilusão. Somente existe uma realidade, a única verdade: o infinito amor que concebe a vida e dá a oportunidade de criar constantemente. A mente acredita naquilo que quer porém, o cérebro processa somente códigos e protótipos de ondas de luz que tomam forma sólida, ou seja, o mundo passa a existir quando se olha para ele. Por isso, é preciso pensar que sempre se recebe o que se deseja e também o que se teme. A mente contém em seu nível inconsciente o registro de todas as memórias e aprendizagens, portanto, atrairá a partir de uma escolha - energias, experiências ou pessoas. Logo, o único meio infalível para saber o que cada um é, quer ou teme é ver e sentir o que se tem e o que se é. É hora então, de perguntar: quais valores se podem cultuar pelas coisas do mundo e da vida?

Se, então, aquilo que se vê são apenas códigos e combinação de campos vibratórios, é necessário aceitar que na vida não existem vítimas. Todos são executores das Leis Universais e são capazes de compreender que não há certo ou errado, mas sim, conseqüências e possibilidades. Moralizar não ajuda muito, julgar só prenderá o ser humano a crenças limitantes. Portanto, há de se fazer o melhor, a partir das respostas que estão dentro de cada um. É tempo de caminhar pelas próprias pernas, de amadurecer, de confiar no impulso do amor que palpita no centro cardíaco, onde as Leis do Espírito estão inscritas. Nestas inscrições revela-se o poder e a glória daquilo que cada humano é: um deus encarnado sobre a Terra.

Estar aberto à voz desta consciência é saber que o amor é como uma espada de luz, cujo escudo é a alegria que sacraliza a coerência para escrever a liberdade. É certo que sem amor, viver, não tem sentido, fica-se perdido, e se corre o risco de caminhar contra a luz. É exatamente por esta razão que é muito importante que as ações sejam inspiradas pelo amor. Uma forma simples de fazer isso é agir como as crianças que usam a imaginação e a criatividade na qual está inserida a inocência. É preciso apaixonar-se pela vida para despertar a consciência, sem correr, sem ter intenções de ir para lugar algum, apenas ser como a água que flui, sempre deslizando pelas pedras do grande rio. O mais extraordinário é aceitar que o caminhante é o próprio caminho, que chegar não é importante e que caminho e meta são a mesma coisa. Vibrar nesta frequência impede que as coisas do mundo sejam maiores do que o homem afastando o desequilíbrio, tão comum em sistemas tridimensionais como este que tem como condição, a escravidão e o aprisionamento dos sentidos. Por isto mesmo é necessário acordar no amor que imuniza contra a infelicidade e prepara o coração daqueles que não querem acordar para a única realidade possível: o mundo sem fronteiras. É incrível, muitas são as pessoas que se acostumaram tanto à dor e ao sofrimento que quando uma fagulha da sensação de felicidade acontece, sentem como algo muito estranho. O ser humano está reprimido e afastado de sua real fonte, por isto mesmo, a ternura espontânea incomoda a grande maioria e o amor acaba inspirando desconfiança. É preciso rever essa postura. Poucos são aqueles que se dão conta de que há uma rede de ilusões criando a todo o tempo a continuidade de um estado de coisas que incitam a desordem e o caos.

É urgente celebrar a vida com um cântico à beleza em que a transparência se faz ampla para tornar possível a manifestação da esperança, de que “Ser humano” é constatar aquilo que se é enquanto desbravadores e conquistadores da Terra Mãe. O novo mundo é real, já está plasmado, seus habitantes não são escolhidos, mas é vivido por aqueles que ouvem o chamado.

Para onde caminha a humanidade? A qual mundo você pertence?

Marizilda Lopes
EXTREMA - MG – 09/05/2009 - WESAK

O CHAMADO MÍTICO





Oráculo Maia
Ariel Spilsbury e Michael Bryner

Faz um tempo, um grande concílio galáctico foi convocado e um chamado mítico foi emitido aos inumeráveis seres de luz: os meninos do Sol, os anjos alados, os mensageiros do Sol, os guerreiros do arco-íris e outros seres luminosos de muitos sistemas estelares. No momento da reunião, O AMOR DAS GALÁXIAS GIRATÓRIAS, O GRANDE ESPÍRITO, entrou enchendo de graça com sua luz celestial e com as seguintes palavras:
ESTÃO CONVIDADOS A ENCARNAR EM UM MUNDO, ONDE UMA GRANDE TRANSFORMAÇÃO TOMARÁ LUGAR. Vocês, que responderem a este chamado, irão a um lugar de evolução planetária, onde as ilusões do temor e da separação são fortes mestres. Chamo aqueles com o dom e talento necessários para que lá atuem como meus emissários, para elevar e transformar as freqüências do PLANETA chamado TERRA, simplesmente incorporando e ancorando a presença do amor! Nesse mito vocês serão os criadores de uma nova realidade, a realidade da OITAVA DOURADA.
E o AMOR das Galáxias Giratórias - O GRANDE ESPÍRITO - continuou: em outras viagens cada um de vocês comprovou ser um navegante intuitivo, capaz de despertar sua consciência e alinhar seu coração ao impulso do AMOR PURO e do SERVIÇO COMPASSIVO. Como mensageiros do Sol e portadores da tocha, vocês demonstraram que manterão a luz no alto, e, assim, os convido a encarnar massivamente entre as tribos da Terra para ajudar a GAIA e todos os seus filhos na sua transformação. Esta é a parte do plano em que vocês serão velados pelo esquecimento. Contudo lembrem-se, por enquanto, de que o sentimento da inocência infantil e o da confiança chegarão a ser acionadores harmônicos neste ciclo de começo para a Terra. Encarnarão estratégica e seguidamente em algumas áreas vibracionais mais densas do planeta. Para alguns, essa ilusão de separação do amor poderá criar sentimentos de desolação, falta de apoio e alienação, mas, reconhecendo SUA HUMANIDADE, SEU AMOR TRANSFORMARÁ AS PROFUNDEZAS DA DUALIDADE E SUA LUZ ANIMARÁ A MUITOS.
Sua participação nesse desafio é puramente voluntária, porém essa mudança transformadora sobre a Terra é extraordinária e preciosa. Se vocês chegarem a aceitar essa missão, terão oportunidade de catalizar e sintetizar tudo o que alcançaram durante muitas encarnações, recebendo um extraordinário oferecimento de um SALTO QUÂNTICO de suas consciências. É importante, para vocês, escolher como dançar com a Terra Gaia e seus filhos, enquanto ela completa sua cerimônia de luz.
De tal modo falou o CRIADOR À LUZ DAS GALÁXIAS GIRATÓRIAS. E foi assim que os seres luminosos, que formaram as inúmeras alianças, federações e concílios dos fiéis das estrelas, escolheram encarnar no planeta Terra para ajudar neste crucial evento: O DESPERTAR DO SONO PLANETÁRIO. Foi elaborado um processo de proteção do plano, para despertar a esses seres, da ilusão da separação e do véu do esquecimento, que é tão comum sobre a Terra.
Os seres luminosos que viajaram para ajudar a GAIA concordaram em AVIVAR uns aos outros a lembrança. Assim, essas sementes estelares deixaram códigos em várias formas, como sons, cores, luzes, imagens, palavras e símbolos, uma ressonância vibracional, que as ajudaria a recordar seu compromisso com a luz. Ficou estabelecido que essas chaves codificadas apareceriam em todas as partes: na arte e na música vibracionária, em olhares penetrantes, em conversações e sentimentos, tudo criando um profundo desejo de despertar e chegar a ser a ENCARNAÇÃO DO AMOR.
Assim, vocês, os filhos do SOL, estão agora sendo banhados com a água da recordação, preparados, como guerreiros do arco-íris, para completar a promessa do novo e antigo mito, simplesmente assegurando a presença do AMOR NA TERRA. Sua escolha amorosa descansará no manto dos deuses, enviando ondas de cura e de amor, pelo corpo receptivo de Gaia.
E enquanto despertam neste tempo, seus dons despertarão e habilitarão a outros. Utilizando as ferramentas do riso, do canto, da dança, da alegria, do gozo, da confiança e do amor, vocês estão criando uma profunda onda de transformação, que transmutará as limitações do antigo mito da dualidade e da separação, realizando o milagre da paz e da unidade sobre a Terra.
Utilizem seus dons em benefício de Gaia. Numa supernova de consciência, Gaia e seus filhos ascenderão em vestimentas de luz, formando um LUMINOSO CORPO DE LUZ E DE AMOR, para renascer em direção às estrelas. O CHAMADO MÍTICO FOI EMITIDO. O grande desafio começou. DESPERTEM, GUERREIROS DO ARCO-ÍRIS, MENSAGEIROS DO SOL, SERES LUMINOSOS DAS ALIANÇAS GALÁCTICAS, FEDERAÇÕES E CONCÍLIOS. Antigos caminhantes do céu, graduados novamente neste momento, permaneçam na beleza e no poder do amor de Gaia. Deixem de lado a desconfiança. Vocês são filhos divinos do Sol, vão para onde seus corações os levem, a fim de compartilhar seus grandes dons. Entreguem-se à magia na Terra.
LEMBREM-SE DE QUE DANÇAMOS E CANTAMOS AQUI POR UM ÚNICO CORAÇÃO.